Não consegui dormir nada esta noite. Estava com tanto calor que rodei o quarto inteiro tentando encontrar um lugar mais fresquinho. Quando acordei o lençol estava encharcado de suor e eu sem cueca ou líquido algum pelo corpo. Com muito esforço me arrastei até a cozinha e mergulhei no filtro.
Depois de me atrasar num banho de duas horas com água morna (a água natural estava assim), saí tomando um café frio, com uma torrada gelada e requeijão em pedra (tudo em casa estava no congelador).
Peguei um trânsito punk e, pra completar, o ar pifou (não agüentou o rojão). Cheguei no trabalho 2kg mais magro.
Entrando no escritório me deparei com um estado de calamidade pública: a Cintia estava sentada na cadeira com a cabeça enfiada entre as pernas (disseram que era por causa da pressão baixa); a moça do café estava dando banho no nosso gerente; o porteiro foi encontrado desmaiado ao lado moça da faxina...ambos nus (é meu filho, com pressão baixa faz mal); chegando na minha sala a secretária pediu pra não fazer barulho pra não acordar seus filhos. Ela me pediu desculpas e disse que na sua casa não tinha ar-condicionado.
Eu não tinha como continuar ali. Peguei meu carro e fui visitar uns clientes.
No meio do caminho parei num posto de gasolina e comprei um saco de gelo. Fui passando no rosto pra dar uma aliviada.
No primeiro cliente todo mundo estava na piscina (dei até um mergulho). No segundo todos estavam nús e, no terceiro, tinha uma UTI móvel na porta (nem entrei).
Quanto mais tarde ficava, a temperatura aumentava.
As 17h (com 48 graus lá fora) resolvi ir pra casa. Quando fui pegar o carro o pneu estava enfiado no asfalto derretido. Como não tinha força pra nada, fui de taxi mesmo. Chegando em casa tirei a roupa, peguei todo o gelo do congelador e fui passar mal em frente a TV.
De repente a "Malhação" foi interrompida por um plantão da Globo:
Repórter – Uma onda de calor está tomando conta de tudo. Veja como está a situação
Boa noite.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Que calor, einh?!
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Momento Polêmica - A versão machista da história

Ser homem neste momento de transição entre o modelo da sua mãe e o da “sua mulher” não esta muito fácil. Os homens na faixa dos 30 anos foram criados pela mulher da fase 1, que cuida da casa e do marido, mas encontram pela frente a mulher da fase 1 ½ , um ser em mutação que esta experimentando, só agora, a independência sexual e financeira (que os homens conhecem muito bem e que até poderiam colaborar com dicas valiosas) e se sentindo seres ultra-avançados. Esta mulher da fase intermediária, da fase beta, ainda não sabe o que fazer com as conquistas recentes e gasta seu tempo e dinheiro aprendendo a dançar, enquanto beija os garotos de 20 anos em Morro de São Paulo. A tal balzaquiana, salvo exceções, teve que sacrificar a saúde da relação com seus pais pra poder priorizar uma carreira profissional em detrimento da constituição de uma família. Resultado: hoje não tem marido, filho ou uma relação próxima com os pais, e vivem dependendo das férias das melhores amigas pra programar seu réveillon em Cancun.
Ah, os tais caras dizem que estão preferindo a companhia das mulheres de 20 anos, que aceitam a independência como algo normal, portanto são mais leves (elas representariam a evoluída fase 2).
FIM
* Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Será que você merece?

Como um grande observador do comportamento humano, às vezes me encontro intrigado com a falta de respeito ou, simplesmente, o egoísmo que faz com que algumas pessoas façam qualquer coisa que passe pela sua cabeça com a argumentação de que são obstinadas ou sabem exatamente o que querem. Esse “qualquer coisa”, muitas vezes, significa empurrar garganta abaixo de quem quer que seja suas verdades, seus vícios, sua falta de respeito ou suas paranóias. As paranóias são, na minha opinião, o que mais incomoda: por carência, falta de confiança em si próprias ou no que seus olhos são capazes de ver, elas criam um universo paralelo que, por incrível que pareça, quase sempre é um lugar infinitamente pior do que o que se vive, e arrastam suas vitimas com a desculpa de que sabem exatamente o que estão fazendo. É um inferno.
Bom, mas pra gente não correr o risco de, em algum momento, agir desta forma sem saber, descrevo algumas situações que, espero, devam provocar reflexões:
Quando você esta com pressa, numa estrada com uma só faixa pra cada mão e tem uma pessoa numa velocidade inferior aquela que facilitaria sua vida, você:
a) Mete a mão na buzina, na luz alta e no farol de milha pra que a pessoa se contamine com a mesma pressão que você esta sentindo;
b) Bate no pára-choque pra pessoa perceber que você precisa passar e que ela não tem o direito de te atrapalhar (mesmo que não tenha noção que esteja fazendo isso);
c) Abre a janela e apresenta um repertório de palavrões capaz de deixar o Costinha tímido;
d) Aguarda uma oportunidade e faz a ultrapassagem de forma segura.
Quando esta dando tudo certo no seu dia:
a) Você se prepara para uma coisa ruim, pois quem ri muito é por que vai chorar em breve;
b) Você fica com os olhos bem abertos por que, certamente, estão aprontando alguma coisa;
c) Você corre para uma lotérica por que dever ser um sinal divino;
d) Você curti cada segundo e, de quebra, procura aprender uma forma de fazê-los acontecer com mais frequência.
Quando você esta com a pessoa que mais gostaria que estivesse ao seu lado:
a) Fica imaginando se ela agia da mesma forma com seu ex;
b) Encana que ele esta com os olhos fechados pra poder imaginar que esta com outra pessoa;
c) Aproveita pra provar quem manda mais;
d) Faz tudo que estiver ao seu alcance pra que aquele seja um dos melhores momentos das suas vidas.
Guarde as respostas pra você, mas lembre-se que elas podem te ajudar a medir seu grau de merecimento de ter uma felicidade compartilhada, construída e usufruída em “equipe”, do jeito que você acha que merece.
Fim.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
Série SMS – Torpedinho bomba

(mensagem 2) Desculpe-me por dividir isso contigo, mas fiquei com medo de guardar e isso me fazer mal (morro de medo de ter um câncer).
Boa noite.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Quanto vale um travesseiro sem vício?

A dúvida que não quer se calar é a seguinte: Melhor estar só do que mal acompanhada é uma possibilidade que deve ser considerada ou é só uma frase feita por alguma pessoa carente?
Parece simples de se responder, mas, na prática não é.
Pra começo de conversa, este negócio de estar feliz sozinho é pura balela: a felicidade é múltipla de dois.
Tendo isso em mente fica menos difícil entender por que as pessoas entram em situações, ou melhor, relações que tem tudo pra dar errado.
Ninguém projeta uma casa no campo pra passar o resto da vida sozinho (fora o eremita). Pra que um luxuoso carro conversível se não tem uma companhia pra arrumar seu cabelo esvoaçante? Até o careca quer.
O problema começa, de fato, quando a gente não conhece o próprio deadline. Salvo exceções e depois de algumas decepções, as pessoas querem resolver tudo na próxima relação. Elas querem “recuperar o tempo perdido” reaproveitando velhos projetos em novas relações, e isso, definitivamente, não funciona. É como no exame psicotécnico: o objeto quadrado não cabe na abertura triangular.
Lição de casa:
Quanto vale um travesseiro sem vício? Repita isso 5x, toda noite, antes de colocar o pijama.
Fim
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domingo, 1 de novembro de 2009
Não Precisa Falar Nada

Enquanto isso a garota via tudo com muita velocidade: o trem voou, a musica virou um zumbido e as pessoas pareciam manchas no ar. Mas o cara...o cara estava intacto, perfeito e disponível.
Aquilo foi, sem dúvida nenhuma, um daqueles momentos mágicos que acontecem só uma vez na vida.
Eles pensaram:
Ela – Olha que mão linda, parece mão de arquiteto.
O cara – Olha que pezinho...
Ela – Adorei os cabelos bagunçados...passa a impressão que precisa de mim pra arrumar.
O cara – Nossa, imagina estas mãozinhas passeando na minha cabeça...
Nessa hora um trem parou e ficou entre os dois (interrompendo a magia). Quando o trem passou levou a garota, a poesia e metade do azul do dia.
Dentro do trem o garota pensa: Ué, pensei que ele tinha entendido.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A Maldição do bem

Nós nos encontraríamos por acaso numa rua e mesmo sem nunca termos nos visto saberíamos, ou melhor, sentiríamos exatamente quem somos e o que poderíamos representar um para o outro. Com esta consciência (e sem uma só palavra) seguiríamos um rio por tempo suficiente pra chegarmos num lugar onde a natureza tomasse conta da trilha sonora, do aconchego e da moldura pro JPEG de felicidade.
Depois de um improviso de amor, de um recital de tesão e uma capela de loucura, cada um seguiria para um lado diferente, carregando a pedra mais rara na forma bruta, sem contaminação alguma, totalmente virgem.
Isso seria algo forte o suficiente pra acontecer somente mais uma ou duas vezes no decorrer da sua vida, mas que povoasse sua memória por todos os dias do restante dela (como se fosse uma maldição).
Fim
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