
(mensagem 2) Desculpe-me por dividir isso contigo, mas fiquei com medo de guardar e isso me fazer mal (morro de medo de ter um câncer).
Boa noite.

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A dúvida que não quer se calar é a seguinte: Melhor estar só do que mal acompanhada é uma possibilidade que deve ser considerada ou é só uma frase feita por alguma pessoa carente?
Parece simples de se responder, mas, na prática não é.
Pra começo de conversa, este negócio de estar feliz sozinho é pura balela: a felicidade é múltipla de dois.
Tendo isso em mente fica menos difícil entender por que as pessoas entram em situações, ou melhor, relações que tem tudo pra dar errado.
Ninguém projeta uma casa no campo pra passar o resto da vida sozinho (fora o eremita). Pra que um luxuoso carro conversível se não tem uma companhia pra arrumar seu cabelo esvoaçante? Até o careca quer.
O problema começa, de fato, quando a gente não conhece o próprio deadline. Salvo exceções e depois de algumas decepções, as pessoas querem resolver tudo na próxima relação. Elas querem “recuperar o tempo perdido” reaproveitando velhos projetos em novas relações, e isso, definitivamente, não funciona. É como no exame psicotécnico: o objeto quadrado não cabe na abertura triangular.
Lição de casa:
Quanto vale um travesseiro sem vício? Repita isso 5x, toda noite, antes de colocar o pijama.
Fim
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Nós nos encontraríamos por acaso numa rua e mesmo sem nunca termos nos visto saberíamos, ou melhor, sentiríamos exatamente quem somos e o que poderíamos representar um para o outro. Com esta consciência (e sem uma só palavra) seguiríamos um rio por tempo suficiente pra chegarmos num lugar onde a natureza tomasse conta da trilha sonora, do aconchego e da moldura pro JPEG de felicidade.
Depois de um improviso de amor, de um recital de tesão e uma capela de loucura, cada um seguiria para um lado diferente, carregando a pedra mais rara na forma bruta, sem contaminação alguma, totalmente virgem.
Isso seria algo forte o suficiente pra acontecer somente mais uma ou duas vezes no decorrer da sua vida, mas que povoasse sua memória por todos os dias do restante dela (como se fosse uma maldição).
Fim
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As más línguas dizem que uma amiga com deficiência de beleza serve pra olhar pro lado (pra todos os lados) e não pegar mal. Eu imagino que elas devam dizer algo do tipo: “45 graus a oeste, loiro,1.82, aproximadamente 80kg. Ele é a sua cara”. Ela faz uma varredura completa do local e não desperta nenhuma suspeita.
Uma amiga desprovida de simetria serve, também, pra te fazer se sentir melhor, mais bonita, pra levantar seu astral: “Amiga, se você esta gorda eu estou um balão. Eu queria ter o seu cabelo, sua pele...queria ser você”. Vai dizer que é mentira minha?!
Tem gente que usa amiga feia como detetive particular. Como ela não costuma ter muitos programas de casal não liga em passar uma noite de sexta-feira seguindo seu ex-namorado pra te passar o serviço.
Ah, as feias costumam ser mais estudiosas, o que acaba sendo um dos critérios adotados com mais frequência na hora da opção por uma amiga sem sexo.
Mas se você é a amiga menos bonita da turma estude outras línguas, aprenda a fuçar no gps, viaje bastante pra trazer encomendas do free shop, aprenda noções de maquiagem e de cabelo, leia bastante, leia muito, leia tudo. Suas amigas contam com sua desenvoltura. Não vá deixá-las na mão, einh?
Eu acho muito raso julgar uma pessoa pela aparência, mas que isso rende uma boa piada, rende.
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Ex-namorada talvez seja o pior titulo que uma pessoa possa carregar.
Uma ex-funcionária pode ser uma pessoa legal - “Olha só que sorte, ela já trabalhou comigo” – ex-gay pode ser surpreendente – “Ué, este cara pegando a Carol? Como assim?! – Mas ex-namorada é imoral.
Pra começar, a ex de um amigo é como se tivesse lepra, ninguém chega perto. E se chegar pode acabar uma amizade de anos. Já o ex-namorado come todas as amigas e, só depois, sai de perto.
E, vamos parar de demagogia, não existe término de namoro consciencioso. Se acabou é por que não estava bem, e se não estava bem é por que tinha algum problema. E se tinha problema é por que ela fez alguma coisa. Eu te entendo...aí você vai buscar compreensão nos braços de outra garota, vai buscar um ombro pra se apoiar ou uma amiga que possa te ensinar uma forma de dar uma apimentada na sua relação com ela mesmo. Mas a ex é rancorosa. Ela quer te ver morto. Ela quer acabar contigo. Ela quer que você arrume uma mulher horrorosa, pobre e com seis filhos. Ela quer que você broche todos os dias do resto da sua vida. Enquanto você, só não a quer por perto.
A única pessoa que eu conheci que gosta de ex-namorada é a minha mãe, mas pra isso ela sacrifica a atual.
Ex-namorada é um território tão delicado que nem a reforma ortográfica se arriscou a mexer.
Que medo.
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Enquanto o doutor visitava o bankline na esperança de fazer as manobras necessárias pra não deixar nenhuma conta descoberta (final de ano é desconcertante pra todo mundo, né?!), Catarina sai de um banheiro público e se dirige ao consultório na hora marcada.
Cibele – Doutor, a paciente ligou e disse que já esta subindo.
Doutor – Tudo bem.
O doutor confirma a operação, fecha as páginas e aguarda a paciente. A porta se abre e entra uma mulher completamente desesperada.
Doutor – Tudo bem contigo?
Ela – Eu estou com cara de quem esta bem? Claro que não, estou péssima.
Doutor – Sente-se aqui. O que aconteceu?
Ela – Eu não aguento mais esta vida. No meu trabalho só tem gente falsa. As pessoas ficam esperando um deslize pra me crucificar. Eu entrei como trainee e passei seis meses assim. Fui efetivada há pouco mais de um ano e já tive três promoções. Era pra eu estar feliz, mas não estou aguentando a falsidade daquelas pessoas. A gente almoça juntos, passamos o dia inteiro grudados e, na primeira oportunidade, eles agem como se fossem meus inimigos.
Doutor – Mas porque você acha que isso esta acontecendo?
Ela – Não sei. Eu sou muito solicita com todos, sempre que posso ajudo, estou sempre a disposição. Meu chefe já falou várias vezes que sou exemplar. Ele me adora. Ele é um fofo. É tão atencioso, bonzinho...ele me manda flores toda semana.
Doutor – Hummmmm.
Ela - Outro dia esconderam minha maquiagem, já comeram minha pêra e até rasgaram minha blusa. Eu não aguento mais isso. Eu estou tão nervosa que nem consigo ir mais ao banheiro. Eu não faço o "numero 2" há quase uma semana. E o sr. sabe o que uma prisão de ventre pode fazer com uma mulher, não é?! Meus cabelos parecem bagaço de laranja, a pele parece uma jaca e as unhas estão quebrando como casca de ovo (não tinha uma fruta pra resolver isso). Estou uma verdadeira bruxa. Já tomei Lacto purga, mamão, fibras e uns dez litros de Yakult. Eu não aguento mais lactobacilos vivos.
Doutor – Bom, pelo que me disse, você vai ter que escolher entre ser primeira dama do escritório ou estar bem com seus colegas. Ah, sugiro que você aceite, imediatamente, o desafio Activia.
Até semana que vem.
Ela – Doutor, onde é o banheiro? Agora acho que vai.
Fim .